O pacto de fome das gêmeas

Resultado de imagem para Maria e Katy CampbellTalvez você já as conheça.. estou falando de Maria e Katy Campbell !

   Por mais de 20 anos, essas gêmeas idênticas têm competido uma com a outra da forma mais perturbadora que se possa imaginar. Durante a adolescência, as duas (atualmente com 36 anos) fizeram um pacto de fome para emagrecer o máximo que podiam. No entanto, essa loucura dura até hoje e elas apresentam esse aspecto assustadoramente esquálido.

  Apesar da insanidade que Maria e Katy cometem com seus corpos, ambas se formaram em Medicina e tiveram uma infância normal.

   Os problemas começaram a acontecer quando elas tinham por volta de 11 anos de idade, quando as meninas ouviram o pai dizer para a mãe que elas estavam crescendo. “Estávamos no topo da escada e ouvimos a nosso pai dizendo: ‘Meu Deus, essas meninas já estão se tornando jovens mulheres, não é mesmo? Já estão ficando com quadris maiores’”, relembrou Maria em uma entrevista ao Daily Mail.

    Mal sabia o pai das meninas que aquela frase mudaria para sempre a vida de toda a família. Após ouvirem o que o pai havia falado, as meninas chegaram à conclusão de que não queriam que os quadris crescessem mais e que nunca desejariam menstruar para não desenvolver o corpo. Para isso, resolveram simplesmente parar de comer.

   Dessa forma, as duas se controlavam para se manter sempre com o mesmo peso, o que foi se tornando cada vez mais preocupante de acordo com as fases pelas quais elas passaram.

  Para o desespero de seus pais — Christy e sua esposa Clara —, as gêmeas passaram a maior parte de suas vidas de adolescentes e adultas em várias clínicas de reabilitação e hospitais.

    Maria conta que certa vez ela ouviu um médico dizendo para a mãe dela que ela havia perdido muito peso, mas que a situação da irmã era bem pior. Em vez de se sentir aliviada por não estar em um caso tão grave, ela disse que isso serviu de estímulo para ela perder ainda mais peso, pois, segundo ela, ninguém podia dizer que sua irmã era “melhor” do que ela em alguma coisa — mesmo que o melhor para ela fosse estar em uma situação crítica.

   Até hoje, elas vivem “escravas” da anorexia e passam por constantes internações. Mas por que é tão difícil para elas se livrarem dessa situação? Segundo Luciana Kotaka, o pacto tem uma força muito grande nessas situações e o agravante é que a anoréxica não se percebe magra.

“Como há uma distorção de imagem corporal, elas não aceitam que podem estar magras porque não veem isso no espelho, e fechar a boca é uma arma poderosa, sendo difícil mudar essa realidade”, explica a psicóloga.

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